quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Visibilidade Lésbica - Nova Atividade!!!
Festival de Fustsal Feminino
Elas jogando contra o preconceito
Local: Clube Escola Pelesão – Rua Belmonte 957 – Alto da Lapa - fone 3834-0032
Das 14 hs às 18 hs
Monte seu time e venha jogar!!!
Confira a programação completa das comemorações do dia da Visibilidade Lés aqui!
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Vamos liberar e visibilizar a lesbianidade e a bissexualidade!
Oficina de Conscientização Corporal Corpos Visíveis com Yasmim Nóbrega
Venham experimentar exercícios leves de dança contemporânea no intuito de conhecer mais seus corpos, apreciar a liberdade de expressão, conversar sobre feminismos, visibilidade lésbica, amor entre mulheres; minimizar os efeitos de preconceitos sofridos. Não é necessário ter conhecimento sobre dança p/ participar da oficina. Venham vestidas c/ roupas confortáveis (nada de jeans!) no dia.
Inscrições: Até 26 de agosto pelo email lblsp@uol.com.br – 20 vagas
Traga sua contribuição para o lanche coletivo!
Local: SINDSEP – Rua da Quitanda, 162 - fone 2129-2999 – centro
14 hs às 17 hs
1ª. XANA´S FEST
DJ Juliana Sá tocando e participação da bailarina Yasmim Nóbrega solando o
Amor Entre Mulheres
Local: Mini Teatro – Praça Roosevelt, 108- telefone 3255-0829
21 hs
28 de Agosto - domingo
Local: Teatro Coletivo – Rua da Consolação, 1623 - fone 3255-5922
20 hs
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Marcha pelo Estado Laico

Sem laicidade não há liberdade.
Calendário:
São Paulo
Domingo, 21 de Agosto na Avenida Paulista
Concentração na Praça do Ciclista próximo ao metrô Consolação.
A concentração iniciará as 14:00 e sairá em direção ao shopping Paulista as 16:00 com todos presentes.
Recife
Domingo, 21 de agosto • 15:00 – 18:00
Concentração: Praça do Diário
Rio De Janeiro
Dia 25 de agosto, ao meio-dia, marcharemos do Convento de Santo Antônio, no Largo da Carioca, até a ALERJ, por um Brasil laico de fato.
Curitiba
Sábado, 27 de agosto • 11:00 – 14:30
Concentração: Eufrásio Correia em frente o Shopping Estação,
Seguirá Rumo a Igreja Rosário.
Florianópolis
Terça-Feira, 30 de agosto • 14:30 – 17:00
Concentração: Em frente a Catedral da Praça XV
Brasília
Data: 30/11/2011 – domingo
14:00 Concentração na Catedral Metropolitana de Brasília
16:00 Caminhada rumo ao Congresso Nacional
Saiba mais
Contribua!
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
NOTA PÚBLICA SOBRE O DIA DO ORGULHO HETEROSSEXUAL

O CNCD LGBT solicita que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), vete tal projeto de lei, uma vez que o mesmo representa um retrocesso na luta pela igualdade e cidadania, e fere os marcos do Estado democrático e de direito.
A criação de um dia de luta ou orgulho significa um marco da existência de um grupo marginalizado politicamente que, nesse dia, afirma a sua presença na sociedade.
Diferente do dia internacional da mulher, do dia da consciência negra ou do dia do orgulho LGBT, que representam marcos históricos de luta contra violências reais na nossa sociedade, ao criar um dia do orgulho heterossexual não está falando da afirmação por respeito a uma orientação sexual, mas sim do reforço da heteronormatividade, que oprime mulheres, negras/os, homossexuais e reafirma os valores do machismo, do racismo e da homofobia.
Mais grave ainda do que o projeto em si é a justificativa para sua aprovação, de caráter nitidamente homofóbico. A possível sanção deste projeto banalizaria o enfrentamento da homofobia e estimularia atos de violência, como os que temos assistido nos últimos meses, sobretudo em São Paulo.
Não há justificativa histórica para a criação do Dia do Orgulho Hetero. A heterossexualidade nunca foi reprimida enquanto identidade sexual na nossa sociedade. Heterossexuais não sofrem discriminação em virtude de sua orientação sexual,não são vítimas de chacota, não têm a expressão de sua sexualidade reprimida, não sofrem violência nem são mortos por serem héteros.
Por outro lado, vemos acontecer diariamente uma dupla violência relacionada às orientações sexuais e identidades de gênero de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros.
Por todas essas razões, entendemos que a legislação aprovada pela Câmara paulistana não é compatível com os valores e objetivos fundamentais da República, como a igualdade, a dignidade da pessoa e o princípio da não-discriminação.
Brasília, 10 de agosto de 2011.
Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de LGBT
cncd@sdh.gov.br
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Abraço solidário às mulheres vítimas de violência doméstica
Manifestação
Participe desse abraço solidário!
Já temos a Lei, Falta Justiça!
Cadê os Juizados de Violência Doméstica de São Paulo?
Essa luta é de todos nós!
Quando? 4 de agosto, quinta-feira, às 12h30.
União de Mulheres de São Paulo, Promotoras Legais Populares, Coletivo Feminista Dandara da USP, Coletivo Iabá, Cia.Kiwi de Teatro, Marcha Mundial de Mulheres, Instituto Sou da Paz, Instituto Patricia Galvão, Coletivo Alumiá - Mauá, Associação de Promotoras Legais Populares Cida da Terra /Campinas, AMB-Articulação de Mulheres Brasileiras, Associação Marisa Dandara, Associação Mulheres pela Paz, Articulação Popular e Sindical de Mulheres Negras, Agentes Bem Querer Mulher, Católicas pelo Direito de Decidir, Centro Dandara de Promotoras Legais Populares de São José dos Campos, CIM-Centro Informação Mulher, Geledés – Instituto da Mulher Negra, Liga Brasileira de Lésbicas, Núcleo da Marcha Mundial das Mulheres/SJC-Urbanas e Rurais/MST, Observatório da Mulher, Projeto Maria Maria, PROLEG /Santo André, Rede Mulher de Educação, Rede Trançando a Vida de Campinas e Região, SOF – Sempre Viva Organização Feminista
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Conferência Livre das Mulheres Lésbicas e Bissexuais
As interessadas devem enviar os seguintes dados para o e-mail da LBL-SP (ligalesp@gmail.com ou lblsp@uol.com.br):
Nome: ............................................................................................................................................
Pertence a alguma Organização Sim ( ) Não ( )
Qual Organização?.......................................................................
Já participu de Conferências Sim ( ) Não ( )
Como ficou sabendo da Conferência Livre de Mulheres Lésbicas e Bissexuais? .......................................................................................................................................................
Email: ............................................................................................................................................
Telefone: .......................................................................................................................................
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Mais fotos da IX Caminhada Lésbica e Bissexual de São Paulo
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Fotos da IX Caminhada Lésbica por Rita Moreira
Rita gentilmente disponibilizou algumas das fotos em seu blog pessoal. Visite o blog e confira as belas imagens feitas por Rita!
Rita Moreira Blog
terça-feira, 28 de junho de 2011
Sobre a IX Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo e a III Jornada Lésbica- Feminista: agradecimentos
No longo e árduo processo de construção da Caminhada e da Jornada Lésbica-Feminista enfrentamos enormes dificuldades e frustrações, mas seguimos, seguimos pois estamos cientes da importância de nossas bandeiras. Sabemos que nós mulheres devemos ser protagonistas nas nossas conquistas, devemos ser representantes antes de representadas, devemos mostrar que nossa plena autonomia chegará graças a nossos esforços e, para tanto, precisamos que nossas vozes e reivindicações ecoem e atuem decisivamente na estruturação de uma sociedade mais justa: e não existe justiça sem igualdade de direitos, não existe cidadania pela metade.
No caminho que desencadeou a Caminhada Lésbica e a Jornada Lésbica-Feminista de 2011 contamos com apoios decisivos, sem os quais o sucesso desses eventos seria inviável.
Devemos agradecer ao inestimável apoio e parceria do Conselho Regional de Psicologia do Estado de São Paulo (CRP-SP), um Conselho decididamente comprometido com o reconhecimento e respeito à diversidade de orientações sexuais e identidade de gênero, comprometimento este que se evidencia com o engajamento do CRP-SP na construção de políticas públicas, viabilizadas pela ação do movimento social LGBT, que colaboram efetivamente com a cidadania e a saúde mental das lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros brasileiras/os.
Agradecemos à Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT) pela estreita parceria estabelecida neste ano de 2011 com a Liga Brasileira de Lésbicas na organização da IX Caminhada de Lésbicas e Bissexuais. É importante destacar aqui que a Caminhada não representa uma “contra-parada” e tampouco se constitui como um “racha” no movimento LGBT, como alguns veículos da mídia insistem em veicular. Embora a Caminhada tenha independência em relação à Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, é realizada também em parceria com a APOGLBT. A LBL e a APOGLBT têm uma bandeira em comum: estamos intimamente envolvid@s no combate à lesbo/homo/bi e transfobia, empecilhos para o exercício da cidadania de significativa parcela da população brasileira.
Agradecemos ao Instituto Patrícia Galvão pela longa parceria e enorme apoio para lidarmos com mídias tradicionais e sociais. Agradecemos pelas longas conversas e consultorias oferecidas no mais puro regime de solidariedade e generosidade, agradecemos pela confiança em nos oferecer suporte técnico para a viabilização do registro de nossos eventos. E não menos importante, agradecemos pelo apoio na divulgação de nossas atividades. Uma divulgação séria, comprometida com o rigor na veracidade e confiabilidade dos relatos.
Agradecemos à Terezinha Vicente e Fernanda Estima pela consultoria de imprensa e pela produção de releases e revisão de nossos textos, além da cobertura impecável que elas deram tanto para a Jornada quanto para a Caminhada. Agradecemos ainda pela interlocução que Terezinha Vicente e Rita Ronchetti promoveram entre nós e as artistas do grupo Dona Selma vai à Feira, graças aos esforços dessas companheiras contamos com o maravilhoso show dessa banda na Caminhada e também no Bar Lua Nova, cujo espaço foi obtido pela atuação também de Terezinha e Rita.
Agradecemos à Marcha Mundial das Mulheres que sempre comparecem às atividades da LBL, e não poderia ser diferente na Caminhada. Mais uma vez as mulheres da Fuzarca Feminista agitaram o pessoal com muita batucada e palavras de ordem. Somos feministas e seguiremos em Marcha até que todas sejamos livres!
Um super obrigada para as artistas que tocaram na Caminhada! A DJ Juliana de Sá, as DJs Sá Reis (ou Sam/Sazinha) e Bobbie Salles (ou Rô/Roberta) do Dedilhadas! As mulheres do Hip Hop Mulher, da Dona Selma vai à Feira e Suellen Luz, que infelizmente teve que reduzir o tempo de show por causa do prazo limite para o enceramento da Caminhada... bom, mas ela encerrou com chave de ouro e esperamos que em breve a gente possa contar com um show completo dela! Muito obrigada mesmo! E não devemos esquecer de ressaltar que todas as artistas tocaram gratuitamente!
Obrigada à Adriana dos Acessórios Arco-Íris que cedeu a decoração do trio, à Articulação de Mulheres Brasileiras pela força e presença, ao Geledés Instituto da Mulher Negra que generosamente nos oferece espaço para nossas reuniões, ao Ministério da Saúde, ao Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo pelo apoio crucial sem o qual a vinda de companheiras de várias partes do Brasil seria impossível e ao grupo MO.LE.CA .
Um agradecimento especial à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, representada pela ilustre companheira Ana Lúcia da Silva, e à Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, representada por Ana Gabriela, tanto pela contribuição nos conteúdos de Educação e Saúde da 3ª Jornada, quanto na viabilização da participação de companheiras de vários estados. Obrigada à Coordenadoria Estadual de Políticas para a Diversidade Sexual coordenada pela Doutora Heloísa Cidrin Gama Alves, que nos ajudou na interlocução com a PMESP, CET e Decradi.
Um grande agradecimento para todas e todos que ajudaram na divulgação da Jornada e da Caminhada!!!
Um enorme obrigada às palestrantes que vieram de tantos lugares do Brasil para compartilhar conosco conhecimento e idéias, mesmo com a difícil tarefa de organizar agendas e enfrentar aeroportos e o trânsito complicado de São Paulo.
Um agradecimento especial para Taís Nascimento, a responsável pela arte visual da Caminhada e da Jornada deste ano, que trabalhou muito para conciliar seu trabalho, estudos e militância a fim de nos oferecer uma identidade visual belíssima e representativa.
E um agradecimento ainda mais especial para todas as companheiras da LBL, de vários estados do Brasil, que estiveram conosco nesses dias corridos e exaustivos, mas nos animaram e ofereceram suporte essencial! Desde o início da organização da Caminhada nós, LBLeanas de São Paulo, contamos com o apoio de nossas companheiras de outras regiões. Obrigada companheiras do Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, obrigada companheiras do Norte! Obrigada companheiras que estavam aqui em pensamento e nos enviaram muitas energias positivas!
A Jornada-Lésbica Feminista e a Caminhada Lésbica e Bissexual de São Paulo são construções coletivas. Sem o apoio das entidades e pessoas aqui citadas não seria possível realizar algo desse porte. Nós da LBL nos sentimos orgulhosas e honradas por termos tod@s vocês como companheir@s de luta e caminhada!
Contem conosco!
Liga Brasileira de Lésbicas – São Paulo
28 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
Próximo evento da Jornada Lésbica-Feminista!
21/06 (terça)
18h00 - Abertura dos debates da 3ª Jornada Lésbica-Feminista,
Participação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
Diálogo - Educação Inclusiva, não sexista, não racista, não lesbofóbica
Convidadas - Carla Biancha Angelucci – presidenta do Conselho Regional de Psicologia/SP;
Dayana Brunetto – Coordenadora da Educação das Relações de Gênero e Diversidade Sexual/Sec.Educação do Paraná;
Edlene Paim – Vereadora e Educadora / LBL-BA;
Silvia Cavasin – ECOS Comunicação e Sexualidade;
representante do MEC/SECAD
Local - Auditório do CRP-SP (Rua Arruda Alvim, 89 - próximo ao metrô Clínicas) - Participe!
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Suellen Luz - Cantora confirmada para show na Caminhada!
quinta-feira, 16 de junho de 2011
PROGRAMAÇÃO DA 3ª JORNADA LÉSBICA-FEMINISTA E DA IX CAMINHADA - Atualizações
18/06 – (sábado)
18h00 - Cine Lés (Após o filme haverá roda de conversa)
Local - Auditório do CRP-SP (Rua Arruda Alvim, 89 próx. ao metrô Clínicas)
Filme - Bandaged (um interessante thriller psicológico que lida com angústias, esperanças e o poder libertador da paixão)
21/06 (terça)
18h00 - Abertura dos debates da 3ª Jornada Lésbica-Feminista,
Com participação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
Diálogo - Educação Inclusiva, não sexista, não racista, não lesbofóbica
Convidadas - Carla Biancha – presidenta do CRP/SP; Dayana Brunetto - Coordenadora da Educação das Relações de Gênero e Diversidade Sexual/Sec.Educação do Paraná; Edlene Paim – Vereadora e Educadora / LBL-BA; Silvia Cavasin – ECOS Comunicação e Sexualidade; representante do MEC/SECAD
Local - Auditório do CRP-SP (Rua Arruda Alvim, 89 próximo ao metrô Clínicas)
22/06 (quarta)
14h00 - Oficina de Imagem e Som
Local: Auditório do CRP-SP
18h00 - Roda de Conversa sobre Lesbianidades e Etnias
Convidadas: Maria Lucia da Silva - Ama Psique e Negritude; Semirames Khattar –advogada, situação das lésbicas no Líbano.
Local - Auditório do CRP-SP (Rua Arruda Alvim, 89 próximo ao metrô Clínicas)
23/06 (quinta)
09h30 - Roda de Conversa sobre Saúde Lésbica
Convidadas: Ana Gabriela – SGEP/Ministério da Saúde; Lurdinha Rodrigues – representante da LBL/mov.LGBT no Conselho Nacional de Saúde; representante
do Departamento DST/AIDS-MS; Ana Naiara Malavolta – pesquisa sobre saúde lésbica no RS/LBL-RS; representante do CRP-SP
Local - Auditório do CRP-SP (Rua Arruda Alvim, 89 próximo ao metrô Clínicas)
Tarde - Lésbicas na 11ª Feira Cultural LGBT
Local - Vale do Anhangabaú, São Paulo
24/06 (sexta)
09h30 - Diálogo entre Lideranças Lésbicas (participação de lideranças de diversas regiões do país) – atividade interna da LBL
18h00 - Cinelés
Local - Auditório do CRP-SP (Rua Arruda Alvim, 89 próximo ao metrô Clínicas)
Filme - Elena Undone (duas mulheres muito diferentes, uma é a dedicada esposa de um pastor, a outra uma escritora lésbica; da amizade à grande paixão.)
Noite - Confraternização (após o filme)
25/06 (sábado)
9ª CAMINHADA LÉSBICA-FEMINISTA
12h00 – concentração – Praça Osvaldo Cruz, início da Av. Paulista
14h00 – 9ª Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo
16h00 – Encerramento com shows
26/06 (domingo)
Lésbicas na Parada do Orgulho LGBTterça-feira, 7 de junho de 2011
LBL São Paulo agora no Facebook
LBL-SP no Facebook
Há também uma página de eventos para a IX Caminhada Lésbica e a III Jornada Lésbica-Feminista. Lá você terá informações em primeira mão sobre as novidades da Caminhada, poderá conhecer algumas das pessoas que já confirmaram a participação nos eventos, poderá fazer comentários e tirar dúvidas sobre essas atividades que vão esquentar o frio mês de junho paulistano!
IX Caminhada e III Jornada no Facebook
sexta-feira, 3 de junho de 2011
PROGRAMAÇÃO DA 3ª JORNADA LÉSBICA-FEMINISTA

18h - Cine Lés – auditório do CRP-SP (Rua Arruda Alvim, 89 – próximo ao metrô Clínicas)
Filme: Bandaged
Para cuidar de Lucille seu pai contrata a enfermeira Joan, uma mulher com um passado misterioso. As duas se envolvem romanticamente enquanto as ataduras são retiradas do rosto da jovem.
O filme é um interessante thriller psicológico que lida com angústias, esperanças e o poder libertador da paixão.
Direção: Maria Beatty
Elenco: Janna Lisa Dombrowsky, Susanne Sachsse, Hans Piesbergen, Martine Erhel.
21/06 (terça)
18h - abertura dos debates da 3ª Jornada Lésbica-Feminista
. Diálogo: Educação Inclusiva, não sexista, não racista, não lesbofóbica
– auditório do CRP-SP (Rua Arruda Alvim, 89 – próximo ao metrô Clínicas)
22/06 (quarta)
14h - oficina de Imagem e Som (criação de tambores, produção de pirulitos, faixas etc) (Rua Arruda Alvim, 89 – próximo ao metrô Clínicas)
18h - Roda de Conversa sobre Lesbianidades e Etnias (Rua Arruda Alvim, 89 – próximo ao metrô Clínicas)
23/06 (quinta)
. tarde - Lésbicas na Feira da Diversidade
24/06 (sexta)
18h - Cine

Filme: Elena Undone
Direção: Nicole Conn
Elenco: Necar Zadegan e Traci Dinwiddie
. Noite, confraternização
25/06 - sábado da 9ª CAMINHADA LÉSBICA-FEMINISTA)
. 12h – concentração – Praça Osvaldo Cruz, início da Av. Paulista
. 14h – 9ª Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo
. 16h – Encerramento c/ show´s
26/06 – Lésbicas na Parada do Orgulho LGBT
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Reforma política e lesbianidades – entrevista com Edlene Paim (LBL-BA)
Nossa primeira entrevistada é Edlene Paim da LBL-BA. Edlene Paim é vereadora no município de Coração de Maria, Pedagoga e faz parte da LBL desde 2010. Nessa entrevista Edlene versa sobre a Reforma Política, tema de profundo interesse para a sociedade brasileira. Mais importante ainda, em suas colocações Edlene Paim nos explica como a Reforma Política pode ser benéfica para as mulheres e, especificamente, para aquelas que amam outras mulheres.
A entrevista está imperdível e disponível na íntegra no Blog da LBL-Nacional!
sexta-feira, 27 de maio de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
"Criminalização do abortamento é inconstitucional", afirma juiz

Em entrevista à Revista Liberdades, o juiz-presidente do Tribunal do Júri de Campinas afirma que "os organismos internacionais de Direitos Humanos têm proclamado, reiteradamente, por declarações, tratados, assembleias e convenções, que a criminalização do aborto contraria de modo flagrante os direitos humanos, sexuais e reprodutivos das mulheres." Abaixo, a posição do juiz sobre a criminalização do aborto:
"A criminalização do aborto está sendo mantida com um enorme custo social, impede a implantação e efetivação de medidas realmente eficazes para o enfrentamento do problema e acarreta às mulheres terríveis sequelas e morte."
"O princípio da idoneidade, por exemplo, exige que a criminalização de qualquer conduta deve ser um meio útil para controlar um determinado problema social. Contudo, a criminalização do aborto tem sido absolutamente inútil, ineficaz e ineficiente para conter a prática dessa conduta. Basta lembrar que, de acordo com dados oficiais do Ministério da Saúde, são praticados mais de um milhão de abortos no Brasil todos os anos."
"A criminalização do aborto também viola o princípio da subsidiariedade, que determina que, no processo democrático de criminalização, devem ser considerados os benefícios e os custos sociais causados pela adoção da medida proibicionista criminalizadora.... O aborto inseguro, praticado na ilegalidade, é uma das principais causas de morte materna no Brasil."
"A legislação repressiva-punitiva tem acarretado um significativo impacto negativo para a vida das mulheres, especialmente para aquelas de baixa renda, que, destituídas de outros meios e recursos, são obrigadas a prosseguir na gravidez indesejada ou sujeitam-se à prática de abortos em condições de absoluta insegurança."
"É absolutamente inegável que o problema do aborto pode e deve ser enfrentado fora do sistema penal, de modo mais eficaz e não danoso, sem que as mulheres tenham que suportar os riscos do aborto inseguro. É infinitamente mais eficaz adotar políticas públicas de promoção da saúde das mulheres, em especial no âmbito da saúde sexual e reprodutiva, criar e implantar programas eficientes de planejamento familiar, promover a educação formal, bem como a informal, capacitar profissionais para promover o acolhimento das mulheres, manter de estruturas sanitárias preparadas para garantir os direitos à saúde física e psicológica, manter sistemas de acolhimento e orientação, promover a igualdade de gênero e o afastamento da ideologia patriarcal, ampliar o poder das mulheres na tomada de decisões sobre a sua sexualidade e reprodução, apoiar integralmente a maternidade, garantir informações sobre a sexualidade e o uso dos meios de anticoncepção e, ainda, garantir o acesso pleno aos meios anticonceptivos."
"A criminalização do aborto também afronta as exigências jurídico-penais de não se criminalizar uma conduta de modo simbólico ou para impor uma determinada concepção moral, ou para punir condutas freqüentemente aceitas ou praticadas por parcela significativa da população."
"Infelizmente, esse tema tem sido tratado de uma forma equivocada. Ser a favor ou contra o aborto é um falso dilema. Ninguém é a favor do aborto. Este é um problema social e de saúde pública que deve realmente ser enfrentado pela sociedade. Contudo, o enfrentamento desse terrível problema pelo viés repressivo, com os instrumentos desse irracional e deletério sistema penal, é totalmente equivocado."
"Eu ainda acredito que a sociedade terá, em breve, lucidez suficiente para despir-se dos preconceitos e acabar com a criminalização do abortamento, encontrando, fora do sistema penal, meios mais eficazes, mais eficientes e menos traumáticos e prejudiciais para o equacionamento e enfrentamento desse gravíssimo problema."
Fonte: Agência Patrícia Galvão
quarta-feira, 18 de maio de 2011
IX Caminhada Lésbica e de Mulheres Bissexuais!
DIREITOS DE LGBT NO BRASIL: PARA ALÉM DA EUFORIA
A recente decisão do Supremo Tribunal Federal – STF, igualando as uniões entre pessoas do mesmo sexo à união estável heterossexual, provocou não só uma substancial mudança no meio jurídico, mas também uma grande euforia entre militantes do movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). Ninguém em sã consciência nega a importância dessa histórica decisão do STF, nem tampouco ignora que, com o entendimento unânime dos ministros da Corte Constitucional, foram retiradas muitas pedras do caminho árduo que percorrem cotidianamente lésbicas e gays na luta pelo reconhecimento de seus direitos.
Esse reconhecimento, entretanto, não pode ceder lugar à euforia desenfreada, à ideia ingênua ou equivocada de que “daqui para frente, tudo vai ser diferente”. Na verdade, venceu-se mais um round na luta pela igualdade. Muitos rounds ainda estão por vir, vez que a decisão do Supremo Tribunal Federal não tem o condão de debelar a discriminação homofóbica, ainda tão presente em nossa sociedade e nos atos de muitos agentes públicos.
No Piauí, nós da Liga Brasileira de Lésbicas e do Grupo Matizes continuaremos alerta, percorrendo o caminho difícil da luta diária, da atuação pautada em princípios; enfim, continuaremos desafinando o “coro dos contentes”. Óbvio que muitas conquistas importantes devem ser lembradas, destacadas, porque o Piauí é um dos Estados do Brasil que mais possuem leis reconhecendo LGBTs como sujeitos de direitos. O Judiciário piauiense já disse sim às nossas demandas em várias oportunidades, destacando-se a pioneira decisão da Justiça Federal, determinando que a Receita Federal aceite a inclusão do companheiro de contribuinte homossexual na declaração do imposto de renda. Também foi através de um grito vindo da Chapada do Corisco que se reacendeu no Brasil o debate sobre a esdrúxula Portaria da ANVISA que proíbe doação de sangue por homens gays e bissexuais.
Mesmo com os avanços, muito ainda precisa ser conquistado, porque, para milhares de LGBT que habitam as terras piauienses, a realidade é árida como o solo de nosso sertão, feia como a cara da morte e triste como a fome do sertanejo. Aqui, os livros de ocorrência dos distritos policiais registram com contumácia denúncias de discriminação homofóbica.
Ademais, recente matéria do Jornal O Dia dá conta que os assassinatos homofóbicos em nosso Estado quadruplicaram em um ano: de 02 homicídios em 2009, para 08 em 2010. São oito vidas ceifadas de forma brutal e cuja motivação é uma só: o ódio que o assassino nutre por lésbicas, gays e travestis. Assim, em apertada síntese, podemos asseverar: em se tratando de violência contra LGBTs, o Piauí não foi tirado do mapa.
É por isso que para nós continua valendo a palavra de ordem: “a nossa luta é todo dia, contra o racismo, o machismo e a homofobia”. Brindemos, pois, as vitórias, mas é necessário manter a guarda e continuar a luta, para que a efetivação dos direitos de LGBT seja fato além da festa.
Marinalva Santana, militante da Liga Brasileira de Lésbicas e membro do Conselho Nacional LGBT
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Nota de repúdio às piadas de mau gosto do “humorista” Rafinha Bastos
Vale lembrar que qualquer mulher forçada a atos sexuais, por meio de violência física ou ameaça, tem seus direitos violados. Não há diferenciação entre as vítimas e, tampouco, a gravidade e os danos deste crime diminuem de acordo com quaisquer circunstâncias da agressão. Assim, a SPM condena a banalização de tais preconceitos e, como organismo que visa, sobretudo, enfrentar a desigualdade para promover a igualdade entre os gêneros, a Secretaria repudia esse tipo de “humor” e qualquer forma de violação dos direitos das mulheres. Humor inteligente e transgressor não se faz com insultos e nem preconceitos. A sociedade não quer voltar à era da intolerância e, sim, dar um passo adiante.
Fonte: Agência Patrícia Galvão
sexta-feira, 13 de maio de 2011
ENFIM O PRIMEIRO BEIJO ENTRE LÉSBICAS NA TELEVISÃO BRASILEIRA
Confira aqui!
Que este seja o primeiro de muitos beijos!
quinta-feira, 12 de maio de 2011
LBL na Twittcam do blog "Saúde com Dilma"
Na entrevista a socióloga Lurdinha Rodrigues e a historiadora Verônica Lourenço falam principalmente do atendimento a saúde da população LGBT, levando em conta a especificidade do atendimento a mulheres que amam mulheres e as questões raciais e de gênero envolvidas nas políticas de saúde, com foco no SUS.
A entrevista está disponível online no blog "Saúde com Dilma"! Confira aqui: LBL na Twittcam do blog saúde com Dilma.
terça-feira, 10 de maio de 2011
CAMPANHA “CURAS QUE MATAM”

Uma vida sem discriminação é um direito
Em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) excluiu a homossexualidade da “Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde”. Por isso, todos os anos celebra-se nesta data o Dia Internacional contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia. Apesar da transexualidade ainda figurar neste manual como uma disforia de gênero, em muitos países o consenso médico afirma que às pessoas trans deve-se assegurar o tratamento para que o corpo se adeque à sua percepção de gênero. A OMS e o sistema internacional de direitos humanos também desautorizam qualquer tipo de tratamento que proponha a cura da homossexualidade.
Apesar disso, no mundo inteiro e em distintos contextos sociais e culturais da América Latina e do Caribe, a cada ano se multiplicam os casos de pessoas internadas em instituições chamadas de “clínicas psiquiátricas” endossadas e/ou mantidas por certas instituições religiosas e até públicas. O desejo sexual por outras pessoas do mesmo sexo ou sua percepção de gênero diversa são considerados por estas instituições e quem as mantém como um “desvio de personalidade” que pode ser “corrigido” através do perdão e de crenças religiosas, o que se alcança por meio do castigo, tortura física e psicológica.
Não conseguindo “curar” seu desejo, os sentimentos de culpa e baixa auto-estima em muitos casos desencadeiam comportamentos autodestrutivos, podendo chegar inclusive ao suicídio. Jovens e adolescentes são as pessoas mais vulneráveis a isso. Este tipo de iniciativas, baseadas geralmente em premissas religiosas, incentivam e propiciam agressões verbais, físicas e até o homicídio de pessoas por causa de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero. Todas estas são mortes evitáveis a que os Estados devem dedicar atenção e tomar medidas de prevenção.
A homossexualidade, a lesbianidade e a transexualidade são expressões da diversidade humana e estão protegidas pelos princípios de liberdade, igualdade e dignidade humana reconhecidos na Declaração Universal de Direitos Humanos e outros instrumentos internacionais. No entanto, o discurso intolerante do fundamentalismo e do integrismo vem ocupando cada vez mais espaço onde se deveria atuar com base no princípio da laicidade, ou seja, os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Desta maneira, influenciam decisões que deveriam atender a princípios do Direito e normas estabelecidas nos níveis internacional, nacional e local, e não aos livros sagrados de uma ou outra religião, por mais majoritária que esta seja.
Nós que apoiamos a campanha “CURAS QUE MATAM” nos opomos às “terapias de cura” da homossexualidade, lesbianidade e transexualidade em toda América Ltina e Caribe. Reconhecemos positivamente a existência de vozes religiosas em favor da aceitação e do respeito a todas as formas de viver e nos unimos em um chamado a líderes religiosos para que sejam coerentes com os princípios e direitos de respeito à vida, à igualdade, à dignidade e à diversidade, e que se abstenham de promover a lesbofobia, homofobia e transfobia em nome de suas crenças pessoais.
DEMANDAMOS que os governos observem o princípio de laicidade dos Estados latinoamericanos e caribenhos e tomem medidas concretas para combater as práticas “reparadoras” da homossexualidade e transexualidade, incluindo-se a interrupção de qualquer financiamento público a instituições ou indivíduos que não estejam claramente distanciados dessas práticas.
DEMANDAMOS que as instituições nacionais ou locais de saúde pública estabeleçam ou fortaleçam regulamentações que retirem dos sistemas de saúde público ou privado as pessoas que pratiquem ou promovam práticas “reparativas”.
INSTAMOS que doadores privados e financeiras incluam como critério para aprovação de solicitações de apoio a rejeição ao discurso de terapias “reparativas” que atentam contra os direitos humanos.
SOLICITAMOS que as autoridades religiosas condenem firmemente o uso de discursos que propõem e/ou promovem processos de “reparação”, e que promovam a aceitação da diversidade sexual e de gêneros.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Repercussão na imprensa sobre a decisão histórica do Supremo Tribunal Federal
A necessidade de recorrer ao STF para garantir os direitos fundamentais de cidadãs e cidadãos brasileiras(os) evidencia mais uma vez o retardo do Congresso Federal que durante anos, e até hoje, negligencia a votação de leis de importância fundamental para a promoção dos direitos de brasileiras e brasileiros. Não é por demais ressaltar que os deputados federais e senadores estão a serviço de todas(os) nós, independente de nossa orientação sexuais, identidade de gênero, recursos econômicos, credos, cor da pele, etc. Eles nos servem, mas parecem esquecer disso.
É impressionante a presteza com a qual se mobilizam quando os projetos de lei submetidos à votação tratam de aumento salarial para eles próprios. É impressionante a velocidade com a qual se livram mutuamente de processos de corrupção, é notável como são eficientes em reforçar suas posições de “super-brasileiros”, acima do bem e do mal, uma classe especial que dispõe – ao seu bel prazer – de recursos públicos oriundos dos impostos que todas(os) nós pagamos. Sim, há deputadas(os) e senadoras(os) honestos e comprometidos com o cargo eletivo que ocupam e as funções que têm a obrigação de cumprir. Mas lamentavelmente estas pessoas honestas esbarram numa maioria oportunista, que faz da política meio para enriquecimento pessoal e de seus pares.
Enquanto isso o STF se vê as voltas com uma quantidade imensa de processos que poderiam ser perfeitamente resolvidos no âmbito do legislativo se a maioria de nossos legisladores fosse competente e conhecedora da nossa Constituição.
O fato é que a omissão do Congresso Federal não passa despercebida. Veja como boa parte da imprensa reagiu frente à decisão do STF e o descaso do Congresso Federal. Nossa fonte de pesquisa é o site da Agência Patrícia Galvão:
Nos dias que se seguiram à histórica decisão do Supremo Tribunal Federal estendendo os direitos dos casais heterossexuais às uniões homoafetivas, os maiores jornais impressos brasileiros abriram espaço para elogiar a votação unânime da Corte e criticar a inércia do Congresso, em editoriais e artigos opinativos. Veja alguns exemplos a seguir:
"O Supremo Tribunal Federal (STF) sincronizou o Brasil com o século 21. (...) O que a decisão tem de especialmente louvável é a sua contribuição para o avanço do processo civilizatório no País. (...) E os parlamentares ainda se queixam de que o órgão máximo do Judiciário se apropria de suas atribuições, quando, na verdade, zela pelo cumprimento da Constituição, como a interpretam os seus integrantes. Veio do ministro Gilmar Mendes a resposta apropriada. 'Não seria extravagante, diante das acusações de ativismo judicial, dizer-se que melhor saberia o Congresso encaminhar esse tema, como têm feito muitos Parlamentos no mundo todo', opinou. 'Mas é verdade que o quadro que se tem é de inércia, de não decisão por razões políticas diversas.'" - A decisão exemplar do STF, editorial (O Estado de S. Paulo - 08/05/2011)
"Ao garantir direitos de casais e famílias de pessoas do mesmo sexo, Supremo põe a lei brasileira em compasso com novos anseios sociais. (...) A decisão do STF é histórica, portanto e mais uma vez, por reconhecer e reafirmar a laicidade do Estado brasileiro. O Supremo, dessa forma, adiantou-se na defesa de direitos individuais que parcelas crescentes da opinião pública almejavam ver reconhecidos, diante da omissão do Congresso." - Salto à frente do STF, editorial (Folha de S.Paulo - 07/05/2011)
"Um cidadão é um cidadão independentemente de seus hábitos copulativos. É pouco provável, porém, que a decisão do pretório excelso ponha fim às guerras culturais em torno do tema. A razão é simples: o julgamento tem como objeto apenas as uniões civis, deixando de fora o casamento propriamente dito. Tenho, porém, uma modesta sugestão para solucionar de vez o problema. No rastro de Richard Thaler e Cass Sunstein, autores de 'Nudge - O Empurrão para a Escolha Certa', proponho que o Estado caia fora do ramo de casamentos e passe a reconhecer apenas uniões estáveis. Elas dão conta de tudo o que importa para a vida civil. E que cada igreja ou associação celebre o casamento da forma que bem entender." - Felizes para sempre, por Hélio Schwartsman (Folha de S.Paulo - 08/05/2011)
"O que o STF decidiu foi uma demanda justa por reconhecimento - casais gays serão protegidos pleo Estado e terão seus direitos garantidos. Uma demanda simples, devendo ser entendida antes como uma recusa às interpretações injustas e restritivas que mesmo como um novo direito. Todos os ministros citaram o artigo 3o da Constituição Federal, que veda a discriminação por sexo. Impedir que duas mulheres sejam reconhecidas como uma entidade familiar para fins de proteções jurídicas é, portanto, uma discriminação injusta. Foi com essa simplicidade argumentativa que a ação saiu vitoriosa da corte." - Famílias saem do armário, por Debora Diniz (O Estado de S. Paulo - 08/05/2011)
"A decisão do Supremo Tribunal Federal estendendo a proteção do Estado aos casais homossexuais foi ao mesmo tempo a judicialização da política, pois deveria caber ao Congresso a alteração constitucional nesse sentido, mas foi também a politização da Justiça, pois a decisão do Supremo, por unanimidade, dando significados novos a palavras antigas, foi uma decisão claramente política de interpretação. (...) Mais uma vez, no entanto, a atuação do Judiciário deixou o Legislativo em posição subalterna em decisões importantes. (...) Como se vê, o Legislativo anda imprensado entre o Executivo e o Judiciário. - Decisão política, por Merval Pereira (O Globo - 07/05/2011)
"Foi histórica a decisão por várias razões: porque fortaleceu a Constituição em seu objetivo superior de igualar direitos e garantir liberdades individuais. Porque reafirmou o princípio da laicidade do Estado, o tempo todo sob a ameaça de um Legislativo sequestrado por parlamentares ligados a igrejas variadas (e que buscam submeter a lei a fundamentos de suas religiões). E porque rompeu com um histórico e hipócrita conservadorismo patriarcal que só enxerga como família a trinca papai-mamãe-filhinho típica dos comerciais de margarina na TV. - A batalha continua, por Gilberto Scofield Jr. (O Globo - 07/05/2011)
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Foi por um triz
Foi por um triz.
Os últimos dias de janeiro de 2011 testemunharam uma demonstração massiva de solidariedade global com Brenda Namigadde. Cidadã de Uganda, negra, lésbica, Brenda fugiu de seu país há 8 anos, depois de ter sua casa queimada, em apenas mais uma das inúmeras demonstrações de intolerância e violência que ela viveu durante sua vida. Fugiu para a Inglaterra, onde apresentou pedido de asilo baseado no compromisso do Reino Unido de abrigar pessoas que estejam sob ameaça em seus países por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero.
A solicitação de asilo foi negada a Brenda por um juiz que alegou não ter evidências suficientes de sua homossexualidade, já que a moça não possui e não tem o hábito de ler revistas sobre a temática LGBT. À medida que a história de Brenda vai se desdobrando, notícias alarmantes surgem a respeito de como os casos de exílio LGBT são processados de maneira aleatória e às vezes francamente ofensiva. Quanto mais cavamos, mais claro vai ficando que o sistema de proteção de pessoas sob perseguição está terrivelmente cheio de falhas e exige a nossa atenção.
A deportação estava confirmada para o dia 21 de janeiro de 2011, mas houve um erro na lista de passageiros e o embarque teve que ser adiado para o dia 28 do mesmo mês. A jornalista Melanie Nathan do site
LezGetReal.comsoube da notícia e começou uma mobilização para salvar Brenda da violência e perseguição certas caso voltasse ao seu país.
Com a viagem confirmada para a última sexta-feira (28/1), LezGetReal se juntou à LGBT Asylum News, AllOut.org,GetEqual.org e colocaram no ar uma carta pública endereçada à Secretária do Interior do Reino Unido pedindo que Brenda não fosse deportada. Em apenas três dias, quase 60 mil pessoas assinaram a carta numa movimentação grande demais para ser ignorada por qualquer autoridade britânica. Brenda já estava dentro do avião quando chegou a liminar suspendendo sua deportação.
Foi uma vitória de um movimento global jovem, bem informado, comprometido com a garantia de direitos iguais para pessoas LGBT e conectado via internet pelo mundo todo. O que assistimos foi, provavelmente, a inauguração formal de um novo modelo de mobilização política pelos direitos sexuais, com a característica muito particular dos tempos atuais: a mobilização instantânea.
Uganda é atualmente um dos países mais perigosos para lésbicas, gays, bissexuais e pessoas trans viverem, segundo classificação da ILGA. As relações sexuais entre homens é punível com até 10 anos de reclusão, e o sexo entre mulheres é considerado ilegal. Enquanto diversos países da América Latina e Europa estão aprovando leis de igualdade para pessoas LGBT e casais formados por pessoas do mesmo sexo, em Uganda tramita uma proposta de lei que institui pena de morte para homossexuais. O parlamentar Ugandense que está promovendo a Lei Anti-Gays (que prevê pena de morte para homossexuais) ligou diretamente para Melanie Nathan para criticar a “cobertura de péssima qualidade” que ela vem fazendo desse tema em seu site, deixando claro que está acompanhando passo a passo o caso de Brenda. Chegou a dizer que estava aguardando Brenda chegar a Campala para se desculpar e se “reformar”, ou seja, “curar” sua lesbianidade. Ou…
Há uma semana, o caso de Brenda era virtualmente desconhecido, e era certa a sua deportação para Uganda, onde o querido ativista pelos direitos LGBT David Kato foi brutalmente assassinado na última quarta-feira. Mas graças a você e mais de 60 mil outras pessoas que enviaram cartas, marcharam pelas ruas de Londres e compartilharam a história de Brenda, nós construímos um apelo internacional que fez barulho demais para que a Secretária do Interior da Inglaterra Theresa May e outras autoridades daquele país pudessem ignorar.
É uma história incrível, mas ainda não acabou…
Hoje, dia 2 de fevereiro, o pedido de exílio de Brenda será revisado – a corte decidirá de uma vez por todas se aprova ou nega autorização para que possa viver aberta e livremente na Inglaterra. A situação parece positiva, com muitas pessoas levantando a voz em seu apoio. Mas nós precisamos manter a pressão sobre Theresa May e o governo inglês para que cumpram a promessa de priorizar pedidos de exílio de pessoas LGBT.
Portanto, se você ainda não fez a sua parte, ainda é tempo. Por favor espalhe a história de Brenda pelo mundo afora e diga ao Departamento de Interior do Reino Unido que você se importa com Brenda.
http://www.allout.org/brenda/taf
Por: Jandira Queiroz: Jornalista, ativista, feminista.